Provável Desisténcia!
- Desisto. Desisto de me fazer de boazinha e não ganhar nada em troca (sim, sou egoísta e não mudo). De ouvir calada e engolir a seco a raiva só para fazer as vontades de alguém que não tá nem ai pra mim.
- Cansei de sair sempre como a vilã da história, destruidora da família, sendo que não existe porcaria de família nenhuma, é tudo uma fachada...Quanta hipocrisia ¬¬
- Vivo aqui porque sou obrigada, não tenho outra opção até começar a trabalhar e conseguir me manter sozinha. Existe uma hipótese de eu ir morar com meu pai, mas fora de cogitação. Minha mãe veria isso como um insulto perante ela.
Ele iria adorar se ver livre de mim, mas também passaria isso na cara dela o resto da vida dele. Eu nunca daria esse gostinho a ele.
- Ele está conseguindo acabar o meu relacionamento com ela a cada dia que passa, e ela está dando espaço.
- Vai deixando e vão ver o que vou fazer.
[Escrito na minha agenda no dia 16/02]
Episódio ocorrido no dia 24/02 às 21:40
Por causa de uma besteira que foi displicência dele tudo se tornou em uma grande e esquentada briga. De todas, essa foi de longe a pior. A situação ficou completamente fora do controle e quase termina em tragédia. Se ela não tivesse tomado a frente eu talvez não estaria mais aqui para escrever ou então estaria me recuperando do fato ocorrido. Ele machucou o meu maior bem(material), meu computador. Isso me doeu tanto que me deu vontade de matar ele(faltou pouco), foi como se tivesse machucado a mim. Tudo aconteceu muito rápido mas causou grande impacto. Uma semana depois, todos os dias na hora de dormir as lembranças começam a surgir e as lágrimas me vem nos olhos. Me dá um nó na garganta e aquela vontade súbita de gritar. Me sinto "humilhada" perante a situação. Pelo menos dessa vez ela ficou do meu lado e me deu apoio total 1 x 0 pra mim ou 1 x 1, porque ainda não está com eu desejo.
Mais com fé em Deus tudo terminará bem. (ýn
Taiane desabafa e a galera curte! \o/
28/02 Sóooooooo risos nesse dia viu?! Quero bis de tudo isso (yn
Entre olhares
E se ficar assim me olhando, me querendo procurando, não sei não eu vou me apaixonar (8)
Sim, ela é pra você que me desperta desejos com os seus olhares!
Onde estivestes de noite
Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja.
Clarice Lispector
Meu eu
Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se trata de intuição, mas de simples infantilidade.Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E, às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais: Nem sempre os meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são:cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime, às vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna. Que farei então? Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.
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